Tulípio: Segunda rodada, Hoje
Escrito por Claudinei Vieira   
Qua, 16 de Dezembro de 2009 09:41

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Ainda está em tempo. É Hoje, quarta, 16 de dezembro, daqui a pouco, a continuação da bebedeira, isto é, do lançamento do livro do mais simpático frequentador de boteco e azarador de mulheres que já existiu. ADEMIR ASSUNÇÃO avisa (com toda a propriedade de padrinho):

 

 "Hoje tem a segunda rodada de lançamento do livro Tulípio – Humor de Botequim, dos meus amigos Eduardo Rodrigues e Paulo Stocker. Desta vez, na HQ Mix da Praça Roosevelt, a partir das 19h30.

 Anteontem saiu matéria na Folha de São Paulo dizendo que a praça se esvaziou depois da violência que aconteceu com o Mário. Papo-furado. Voltei lá três vezes e nas três vezes estava lotada. Não vai ser isso que vai intimidar os velhos freqüentadores.

 A matéria até que levanta algumas lebres. Mas não toca na principal: o projeto de revitalização da praça, prometido há anos pela prefeitura.

 O prefeito Patolino, há meses, fechou o supermercado que funcionava embaixo da marquise, transferiu a escola pública, demoliu uma parte das colunas de concreto e depois deixou tudo abandonado, às escuras, sem revitalização nenhuma.

 A revitalização que aconteceu foi por conta dos teatros. Foram os artistas que povoaram novamente a praça. A prefeitura, até agora, só atrapalhou.

Eis mais um bom motivo para estarmos todos lá, festejando o lançamento do Edu e do Stocker. E a progressiva melhora do Marião. Isso, o mais importante nesse momento. Pelas notícias da filha Isabela, ele deve deixar a UTI até sexta-feira. Que maravilha!

*****

Tulípio, o livro, além das divertidas trapalhadas (pra lá de filosóficas) do personagem, tem a participação de uma turma da pesada, alguns, célebres levantadores de copo. Dá uma olhada na lista da capa.

Com uma cambada dessas, nem precisava, mas o Edu e o Stocker encafifaram de me pedir um texto de apresentação. Esse aqui:

DEUS CRIOU A MULHER E A CERVEJA.

E TULÍPIO VIVE ATRÁS DELAS.

A concepção de grande parte da humanidade começou em um bar. Não há pesquisas da USP, da Federal do Rio de Janeiro ou de Oxford que comprovem o fato, mas pergunte ao seu pai e a sua mãe onde eles se conheceram. Ou onde o clima esquentou. Se não foi numa mesa de bar, melhor pedir mais uma dose e pensar seriamente que algo está errado com você.

Com Tulípio não foi diferente.

Depois de tantos porres a memória costuma embaralhar fatos e conversas, mas lembro muito bem a noite em que Eduardo Rodrigues me mostrou um catatau encadernado com centenas de frases briacas. Foi num boteco da Vila Madalena. Ele tinha as falas e o personagem. Faltava um talentoso cartunista que desenhasse as cenas e o dito cujo.

Dias depois, ou semanas, não lembro, marquei um encontro entre Edu e Paulo Stocker. Num bar, claro. Entre porções de calabresa, muitas garrafas de cerveja e generosas doses de cachaça, Tulípio veio ao mundo. Gozado que ele já nasceu adulto e com o cotovelo encostado no balcão. E eu acabei virando padrinho do bebum.

O estranho dessa história toda é que Tulípio só tem pai. Dois.

É por isso que ele bebe tanto – dizem as más línguas. Comentário típico de quem não tem o que beber.

Tulípio não é um simples bebum (como se fosse simples ser um autêntico bebum). No fundo, ele é um romântico inveterado. O único problema é que as mulheres ainda não descobriram.

Este é o verdadeiro motivo de tantos porres."

 

in Eventos

 

 

 

 

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